segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O PAPEL DA MÃE NA CRIAÇÃO DOS FILHOS

“Pela graça do Sacramento do matrimônio os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os seus filhos. Por isso os iniciarão desde a tenra idade nos mistérios da fé, da qual são para os filhos os “primeiros arautos” (LG,11). Associá-los-ão desde a primeira infância à vida da Igreja. (CIC, 2225)

A tarefa de educar, como dizia D. Bosco, “é obra do coração”, é obra do amor, por isso tem muito a ver com a mãe. Sem o carinho e a atenção da mãe a criança certamente crescerá carente de afeto e desorientada para a vida.

O povo diz que atrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher, mas é preciso não esquecer que “esta mulher” mais do que a esposa, é a mãe.

É no colo da mãe que a criança precisa aprender o que é a fé, aprender a rezar e a amar a Deus e as pessoas.

É no colo da mãe que o homem de amanhã deve aprender o que é a retidão, o caráter, a honestidade, a bondade, a pureza de coração.

É no colo da mãe que a criança aprende a respeitar as pessoas, a ser gentil com os mais velhos, a ser humilde e simples e não desprezar ninguém.

É no colo da mãe que o filho aprende a caridade, a vida pura da castidade, o domínio de todas as paixões desordenadas e a rejeitar todos os vícios.


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"POR QUE O MEDO DE SER SIMPLES?"

No ofício de cumprir a sina do tempo, equilibrando tédios e harmonizando sentimentos, muitas vezes, encontro olhares que se perderam – sem mais saber quem são – na rota dos dias, perpetuando a ausência e uma contínua incompreensão acerca do seu papel no cenário da vida.

Parece que temos o dom de complicar a vida! Muito já ouvi e também entoei tal afirmação; e percebo que, em muitas circunstâncias, conseguimos mesmo assassinar a simplicidade em nome do equívoco e da ansiedade. E isso produz em nós um grande mal…
As maiores crises que vivemos em nossa história têm como impulso o fato de nos afastarmos da simplicidade. Simplicidade para nos olharmos, para decidirmos e planejarmos e, principalmente, simplicidade para compreendermos a nós mesmos e aos outros.
A simplicidade nos autoriza a entender que a vida acontece a cada dia e que somente no fragmento do tempo que se chama hoje ela caminha, possibilitando que a construamos colocando um tijolo de cada vez.
Ser simples é entender que posso apenas uma coisa de cada vez, que a felicidade se constrói aos poucos e que os erros também me ensinam a ser feliz.
O simples contempla a beleza e o inusitado no cotidiano da vida, ele não vive a gastar inutilmente suas energias na constante procura de novidades.


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

COMO SUPERAR AS DECEPÇÕES DA VIDA?

Decepções pequenas…

Decepções grandes…

Decepções profundas…

Independentemente do grau ou do tamanho, decepções são sempre decepções. E só quem vive pode calcular o quanto elas doem e deixam marcas!

Marcas para sempre?

Talvez sim, talvez não. Tudo depende da forma como eu reajo; depende da “SUPERAÇÃO”.

E como superar?

Quero testemunhar que quando sofri o término de um noivado, após mais de três anos de relacionamento, parecia que todos os meus sonhos haviam caído por terra.

Na minha limitação humana, me decepcionei com a pessoa, comigo mesma e com Deus. Claro que Deus não tem culpa alguma, mas ali, naquela hora, fiquei muito triste com Ele.

Impressionantes a bondade e a misericórdia do Senhor!

Mesmo decepcionada, questionando o porquê daquele término, Ele me concede a graça de pensar o seguinte:

– Você tem duas opções diante de tudo isso: – Ou você se entrega a essa decepção profunda, entra em estado de desânimo e depois de depressão – pois todos até entenderiam, afinal não é fácil – ou você SUPERA, reage, levantando a cabeça e enfrentando cada momento…

Após refletir sobre as duas possibilidades, mesmo sem ter forças para decidir qualquer coisa, só consegui dizer: “Me ajuda, Senhor! Não quero me entregar a esses sentimentos ruins que tentam me atacar; fazendo com que eu me revolte contra o Senhor. Ajuda-me, Deus!”


sábado, 18 de setembro de 2010

MEU LIVRO DE CABECEIRA

Olá pessoal, hoje quero partilhar com vocês a minha história com o meu livro de cabeceira.

Sempre deixo ao meu alcance o meu livro, pois ele sempre me direciona e abre o meu coração.

Assim, na cabeceira da minha cama, normalmente ele está lá;
Na minha mesa de trabalho, geralmente ele também está lá;
No canto do meu sofá, quase sempre ele está lá.

Quando meu coração está angustiado, recorro a este meu livro, que já virou meu amigo, e ele, sempre me dá uma palavra de ânimo. Nele encontro diretrizes para minha vida. Nele encontro o amor de Deus por mim. Através dele sou formada humanamente e espiritualmente. Por meio dele, quando permito, sou transformada.

Este  meu livro se chama BÍBLIA.

Experimente você também esta leitura e tocará na transformação da sua vida. 

Deus te abençoe!

By Franciele Oliveira
Imagens: imagens cristãs  

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A AUTO-SUFICIÊNCIA _ "O PRIMEIRO É AQUELE QUE SERVE, O MAIOR É O ÚLTIMO"

No mundo da ciência e da tecnologia, a palavra de ordem que comanda é a “perfeição”, a alta definição. Acontece que isto não satisfaz às exigências dos seus destinatários, isto é, a realização da felicidade da realidade social. As pessoas não têm sido mais felizes por isto. É sinal de que algo não está totalmente certo e perfeito.

De outro lado, temos os indicativos precisos da Palavra de Deus. Jesus convida as pessoas para que deixem a arrogância, a auto-suficiência, o querer ocupar os primeiros lugares e o ser melhor do que os outros. A forma de ser feliz passa por outros caminhos, pela prática da sabedoria e da gratuidade.

Não podemos nos conformar com uma cultura de “qualidade total” no seu instrumental de ação deixando na marginalidade os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos e desvalidos de hoje. Um tempo de prosperidade e de desenvolvimento não pode ser excludente a ponto de privilegiar alguns e não levar em conta a maioria da população.

Um mundo de igualdade, apesar dos direitos individuais adquiridos honestamente, leva a superar as desigualdades e a competição social que existe. Não é fácil entender e praticar a proposta do Evangelho quando diz que “o primeiro é aquele que serve, o maior é o último”. Nestas atitudes estão os autênticos valores para o cristão.

A sociedade capitalista vive num intercâmbio de favores. Ela negocia com quem é capaz de competir, deixando de lado o valor da gratuidade, do perdão a quem não pode pagar e da realidade do pobre. Esses últimos não têm lugar à mesa da classe abastarda e privilegiada na posse de bens materiais.

O importante é viver com sabedoria, confiante em Deus e na humildade de coração. O afeto das pessoas e de Deus se conquista com os gestos simples de humildade, muito mais do que com presentes valiosos, mas sem a força do amor e da espiritualidade. Isto significa que os mistérios de Deus são revelados aos simples e não aos orgulhosos e auto-suficientes.


por Dom Paulo Mendes Peixoto